terça-feira, dezembro 06, 2005

Isso é verdade

Estamos atendendo em novo endereço em novas e modernas instalações. Não vá se perder por aí

http://www.verbeat.org/blogs/lixotipoespecial/

Garantimos a mesma atenção e carinho que nos caracterizam.

segunda-feira, dezembro 05, 2005

Estamos fechando

Precisamente às 10 e 30 de quarta-feira próxima futura, inauguramos o novo espaço no condomínio Verbeat. O endereço não nos lembramos bem qual é e por isso é melhor verificar bem direitinho antes de divulgar para evitar que alguém se perca irremediavelmente. Claro que quem vem aqui já está de alguma maneira perdido mas me referia ao enderêço do blog. Pois bem, quarta feira, sem falta. Ou quinta. Na estréia, tudo sobre o super-hiper-megagaláctico terceiro baita encontro internacional de blogueiros da Itália.

sexta-feira, dezembro 02, 2005

Linkx

Com o pouco tempo que sobra por estes dias, o jeito è reduzir-se a condição de blogueiro linkeiro e lascar uma lista de endereços. Fizemos uma seleção dos sites italianos mais importantes e o resultado aqui está:

Esta página reúne os recordes mais importantes conquistados pelos bravos italianos. Com vídeo.

aqui, um site dedicado ao feminismo e às armas que as mulheres tem à sua disposição nessa luta desigual com os homens.

Quem gosta de política internacional e comércio exterior, deve visitar este site. Muito didático, ajuda a compreender melhor a globalização. Em inglês.

Um site cultural cheio de surpresas, para todas as idades. Dá bem uma idéia a quantas anda a cultura italiana.

A Itália è um país com uma grande história. Este majestoso site, reconstrói uma boa parte da vida italiana dos últimos anos. Não deixe de visitar a galleria fotografica.

Finalmente algo para quem ama a tecnologia e gosta de acompanhar os movimentos mais importantes nessa área, principalmente sobre os acordos entre Itália e Japão.

terça-feira, novembro 29, 2005

Fotolog on ice

Das janelas de casa, horas atrás. Tudo branco. Fato raro em Riva. Neve que cai há dias. Milton Ribeiro vai chegar. Ele é daltônico. Pra ele não muda nada. Pra mim sim. As fotos são a cores. Não parece. A cidade se adapta a Milton Ribeiro. Vai ser importante assim lá longe.














A escola














A rua com nossa querida lata de lixo














A grama do vizinho...não é mais verde














As oliveiras sofrendo

domingo, novembro 27, 2005

Amore Patrizia

Carlo Verdone talvez não seja conhecido no Brasil, dessas coisas já não sei mais, mas o filme que fez esse ano é muito bom. Manuale d'amore é dividido em quatro episódios que são “L'innamoramento” (apaixonar-se), “La crisi” (a crise), “Il tradimento” (a traição) e “Abbandono” (pô esse dá pra saber o que é), sempre com personagens diferentes. É o clássico filme em capítulos mas nesse caso os personagens se encontram de uma certa maneira. Uma típica comédia de costumes a italiana com um elenco bem escolhido e que proporciona momentos de boa diversão e qualquer reflexão. Nada profundo, mas o Verdone joga com sentimentos comuns e com a identificação a partir de ações corriqueiras.

Mas o que mais gostei do filme foi uma cançãozinha que me fez conhecer uma cantora muito interessante. Patrizia Laquidara é o nome. Nascida no pobre sul da Itália, emigrou com a família para o rico norte, mais precisamente Vicenza no Veneto e ali cresceu. O amor pela musica brasileira se manifestou desde cedo e toda sua obra é influenciada pela MPB. Essa canção que dá pra ouvir graças a ajuda da Denise Arcoverde, se chama Noite e Luar e é de uma doçura incrível. A pronúncia do português também não está nada mal. Pois é, o Brasil é apaixonante. Pena que muitas vezes isso é mais reconhecido no exterior que pelos próprios brasileiros.
Basta clicar abaixo

target="_blank">Noite e Luar

sexta-feira, novembro 25, 2005

Violência contra as mulheres

Eu havia começado um texto sobre o tema da violência contra as mulheres mas ficou no computador que deixei no escritório e com a neve de hoje não volto mais lá. Faço um post rápido hoje e tenho aquele outro portanto para o ano que vem.

Em um mundo onde o país mais forte e bem armado invade outros mais fracos e determina com a força aquilo que quer e o que não quer, fica difícil falar da violência doméstica contra as mulheres, pois o mecanismo é o mesmo. O que se sente mais forte, resolve questões na porrada. As relações entre países, entre poderes, entre religiões e também entre sexos, em um determinado momento termina no braço. Isso está ocorrendo cada vez mais freqüentemente e a última vez que estas coisas ocorreram com essa freqüência, milhões de pessoas morreram no que se chamou de segunda grande guerra. Precisamos urgentemente de um repensamento de toda nossa sociedade, de como vivemos e o que acreditamos como civilidade. Não bastam os conselhos e os apelos se nossa sociedade continua a supervalorizar o mais forte, o primeiro em tudo, o campeão da força, o poder. O desgraçado que sai de casa e penetra nesta selva, ainda que faça pose de leão, é apenas um cordeiro e chega em casa, senta a borracha na patroa pra ver se compensa um pouco as coisas. É covarde, é torpe, assim como é covarde toda forma de agressão de um mais forte sobre um mais fraco, mas tem uma causa poliédrica muito complicada.

É uma luta difícil, o inimigo se esconde muito bem e tende a confundir a visão, mas é necessária. As mulheres assim como qualquer ser que se encontre em situação de desvantagem deve ser protegido e nunca agredido ou humilhado. Como sempre, falar é fácil. Mudar o mundo é mais complicado. Ao menos estamos tentando.

Este texto faz parte de uma blogagem coletiva de iniciativa da Denise do Sindrome de Estocolmo. Uma passada por lá garante a oportunidade de se apronfundar de verdade no tema.

terça-feira, novembro 22, 2005

Saudável inveja

Allan do Carta da Italia está partindo para Roma para um encontro com o grande Marlon Prodt. Se eu tivesse tempo iria também com certeza. Esse tipo de encontro me entusiasma e desejo ao Allan uma boa viagem. Mande um abraço ao Marlon por mim.

domingo, novembro 20, 2005

Meus vizinhos













Uma da minhas vizinhas leva no carro esse belo arranjo, não entendi ainda bem o motivo. Entre o banco e o vidro traseiro, ela colocou esse pano tipo tule vermelho com alguns livros, " The catcher in the rye" , " The ballad of cat ballou" e - não sei se dá pra ver bem na foto- no meio tem um chapéuzinho mexicano também vermelho. Os livros são em inglês e ela não lê nesta lingua. O que isso representa? Meu deus como sou ignorante!














Em um outro apartamento chegaram novos moradores. Claro que agora com o frio as pessoas ficam mais em casa, mas já são três semanas que eles moram ali e não vi ainda ninguém circulando. Pensei em ir ali me apresentar e fazer o papel do bom vizinho que dá as boas vindas, etc. Mas ontem apareceu este capacho na frente da porta deles e fiquei na dúvida. Ele é todo cheio de abelhas e o "welcome" é virado pra quem sai. Ou seja, os bem vindos estão fora. Será isso mesmo? Meu santo como sou ignorante!

sexta-feira, novembro 18, 2005

Verbeat

Dentro em breve, este sitio estará aterrissando em Verbeat. Não se sabe bem o que isso significa mas faremos mesmo assim. Estamos acostumados a saltar primeiro e só depois verificar a presença do para quedas. Pode parecer um mau costume, mas efetivamente o é. O que nos anima é a agradável companhia e a bela vista para o mar. Agora com licença que vamos fazer as malas.

terça-feira, novembro 15, 2005

Cura do stress

-Estou esgotado, cansado demais, tenho trabalhado muito e a conseqüência por querer dar o melhor à minha família é que não estou resistindo fisicamente. Corro como um danado mas estou sempre atrasado. Durmo pouquíssimo e pra isso tomo oito cafés por dia. Não sei até quando posso aguentar esse ritmo. Se por um lado quero proporcionar uma boa vida a vocês, não quero morrer cedo e deixá-los na mão, entende o paradoxo?

Enquanto eu dizia isso à minha mulher, me vestia e olhava a tela do computador que descarregava a foto do satélite. Queria ver se chovia aquela tarde no lugar onde deveria ir. Teria cinco encontros e alguns no canteiro de obras e por isso... ei essa camisa não está passada pelo amor de deus! Problemas práticos, obstáculos aos montes. Minha mulher me olhava com um misto de ternura e riso irônico e me disse secamente:

-Pegue este cartão, é do dottor Paione, você deve passar lá no consultório dele às 19, ele vai te ajudar, te garanto.

Saí correndo com a camisa amassada mesmo e cumpri meus compromissos, inclusive com os cafés. Consegui chegar ao consultório às 20 e 15 pensando que não seria mais atendido. No entanto o próprio dottor Paione estava ali a me receber, vestido todo de branco. Me pareceu um homem muito tranqüilo e equilibrado. Foi dizendo de pronto:

-Tua mulher me disse que você chegaria às 20 e 30, que bom que veio mais cedo.

-Puxa vida, que legal, ainda deu tempo. Demora muito a consulta? Eu tenho uns trabalhos pra terminar essa noite.

À minha pergunta o doutor sorriu e me fez entrar no consultório. Era uma sala muito agradável, com luz indireta e sofás no lugar das tradicionais mesa, cadeiras e maca. Depois de quinze minutos de conversa, que me pareceu informal, o dottor Paione me traz uma receita e dois tubinhos com pastilhas.

-Tome uma dessas vermelhas quando acorda e uma destas azuis antes de se deitar pra dormir.

-Isso vai curar meu stress?

-Não só isso. Aqui está o endereço de meu colega, dottor Comemai, que te ajudará no tratamento. Am... você vai querer fatura?

-Sim, porque?

-Melhor sem fatura, este é um tratamento alternativo que fazemos só para amigos chegados.

-Ok.

Disse ok mas algo me dizia que alguma coisa estava torta. De qualquer maneira, me dispus a fazer o tratamento proposto. Mas a pastilha azul, naquela noite não tomei. Tomei a vermelha quando acordei no dia seguinte. Fui direto ao consultório do dottor Comemai. Aquele me pareceu um consultório de verdade. Secretária, sala de espera, revistas velhas. Na plaquinha dizia que o dottor Comemai era acupunturista. Isso me deixou apreensivo e curioso. Mas estava calmo, talvez já efeito da pastilha vermelha. O dottor Comemai era barbudo e aparentava 60 e poucos anos mas com um ar bem jovial. Me deu um abraço quando entrei e pude sentir o seu hálito um pouco esquisito. Me disse que conheceu o Brasil anos atrás quando terminou o seu serviço na guerra do Vietnã. Fez cinco anos no Vietnã e depois mais dois no Rio Grande do Norte, perto de Mossoró. Em seguida me fez falar a respeito de meus problemas. Eu disse que estava trabalhando demais, só isso, mas nada que me deixasse doente no sentido clássico do termo, só um cansaço um pouco exagerado, apesar de estar sempre a mil por hora. Na verdade é mais minha mulher que...

-Parado, não diga mais nada! gritou o dottor. - Já entendi tudo! Está impotente.

-Como está impotente? Eu não, ao contrário, tenho muito vigor. Se me deixar terminar de falar...minha mulher reclama que sou muito ativo, tudo o contrário...entende?

-Nesse caso, a cura é simples. Está tomando as pastilhas do dottor Paione?

-Sim, comecei hoje.

-Ótimo, agora fume isso aqui.

-Fumar? Eu parei de fumar.

-Recomece, é o tratamento.

-Mas é grande esse treco.

-E é do bom.

-Cof, cof.... mhas dhotthor mhe pahreceh fhorthe phra bhurrho.

-Vai te fazer bem, soldado.

-Sohldhadho? Cof,cof...caimmmhh.

-Quis dizer: amigo.

-Dottor, a amizade é o principio de tudo e até faz com que a gente se meta a blusa ao contrário, hehehehe.

-Isso, ria que faz bem.

-Hehehehe, faz bem, hahahaha, Fala de novo: faz bem. Hehehehe Faz bem! Hehehehehe. Que frase dottor: faz bem, hahahahahahahaha.

-Com você faz efeito rápido o tratamento, estou gostando.

-Faz bem, hahahahahahahahahahahahahaha.

-Voce tem compromissos para hoje?

-Sim, tenho, hahahahaha, tenho duas reuniões, hahahaha. Faz bem, hahahahahaha.

-Ok, você vai nestas reuniões como se nada tivesse acontecido e amanhã você volta aqui pra gente continuar o tratamento.

-Vou lá, mas e as agulhas? Você não é acupunturista?

-Sim, mas no teu caso nem precisa.

-Faz bem, hahahahahahahahahahahaha.

Saí de lá me sentindo outro. Voltei pra casa pra me trocar antes de ir à minha primeira reunião do dia. Encontrei meu vizinho Renato nas escadas. Disse a ele:

-Bom dia Renato, você viu como as escadas estão flexíveis hoje? Gostei desse balanço.

-Que balanço? Tá louco?

-Hahaha, Renato, sempre brincalhão. Bem, vou tomar um banho e sair.

-Faz bem.

-Hahahahahaha, você também? Hahahahahaha.

Renato me parecia um pouco preocupado. Pensei em recomendar o tratamento a ele também, mas deixei pra lá. Durante o banho de meia hora, pude rever na cortina do box, um filme de quatro horas com Walter Mathau e Jack Lemmon. Ri muito e as melhores gags se repetiam inúmeras vezes. Que cortina legal. Depois de comer oito sanduíches de pão com mortadela me veio o sono e como o dottor Paione tinha me recomendado, tomei uma pastilha azul. Quando acordei uma hora depois, tomei uma vermelha, tudo conforme o prescrito. A reunião era ao meio dia e previa um almoço à uma hora com o pessoal da empresa. Eu iria apresentar um projeto da nova sede dessa empresa que produz motores de barco. No caminho notei que tinham pintado o asfalto de vermelho e gostei muito pois uma voz me dizia que essa idéia era minha e eles a roubaram. Não faz mal, tenho outras idéias, podem roubar a vontade. As abelhas que conservo no porta luvas estavam fazendo um barulho estranho e deixei que elas fizessem um giro pelo carro. Se acalmaram e uma chegou a dizer que me amava. A estrada estava naquele dia mais longa que o normal. Cheguei ao meio dia em ponto. Estava no horário e entrei dançando pelo saguão. Isso sempre traz felicidade e estava gostando de irradiar assim a minha alegria. Todos na recepção riam, que bom. Me dirigi à recepcionista:

-Bela mulher com samambaias no cabelo que reunião tenho eu que fui agora?

-O senhor é o arquiteto?

-Certo certo certo certo certo certo.

-O aguardam na sala de reuniões. Logo ali no final do corredor.

-Vou a pé mesmo. Ando bem a pé. Vou com os dois pés. Fim do corredor. Ah, senhorita, tem banheiro ali?

-Sim, é a primeira porta à direita.

-Sim, os queijos resolvem muitos problemas e não vivem em pecado. Ajude-se!

-Desculpe?

-Certo certo certo.

Foi a melhor reunião de trabalho de minha vida. No final diziam que eu era excêntrico, criativo, muito engraçado e em resumo: genial. Que fantástico. Estava tudo correndo às mil maravilhas quando chega meu sócio Geraldo para o almoço e estraga tudo. Disse que eu havia apresentado o projeto errado e ainda por cima insinuou que eu estava me drogando. As pessoas quando não tem mais argumentos, vem já atacando tentando diminuir o oponente. Ele estava claramente tentando destruir minha boa imagem e sabe-se lá com que objetivo. Eu lhe disse com convicção:

-Escute aqui meu caro amigo, o passarinho irá te levar daqui voando. Deixa eu destampar tudo aqui que você vai ver.

Nesse momento, o diretor da empresa interveio:

-Ele tem razão Geraldo, afinal os problemas societários entre vocês não nos compete e afinal gostamos muito do projeto apresentado.

-Mas ele te apresentou um projeto de cemitério, você não sacou as tumbas?

-Quando eu perguntei se aquilo eram as ilhas de produção ele disse que sim, que ali se produzia muito e usou um termo...disse que... quem produz...faz bem e riu. O teu sócio é ótimo Geraldo.

Meu sócio não se conformava com meu sucesso. Mas aquela cena que estava armando tinha sido o cúmulo. Eu tinha que agir, fazer algo antes que a situação precipitasse. Me lembrei que a dança anima o ambiente e alegra as pessoas e então puxei o diretor e começamos a rodopiar pelo salão. Algumas mesas caíram, é claro, mas foi tudo dentro da coreografia, no ritmo. O diretor não sabia dançar muito bem, de modo que eu tinha que conduzi-lo, usando mesmo um pouco de força. Ele gritava de alegria. Os garçons também dançavam. Estranho que dançavam um twist bem em cima do espaguete que caiu no chão. Aquele restaurante a partir daquele momento perdeu toda aquela atmosfera formal e todos caíram na gandaia. Ninguém permaneceu sentado. Garrafas voavam, pratos eram atirados em minha direção. Penso que se tratasse de alguma forma de dança étnica, grega eu acho. No melhor da festa, apareceram alguns policiais, não se sabe como, e levaram quase todos pra delegacia. Me levaram primeiro para o hospital pois eu tinha levado uma pratada na testa e estava desmaiado. Assim que acordei no pronto socorro, tomei uma pastilha azul e uma vermelha. Uma porque acordei e a outra porque não tive tempo de tomá-la antes da pratada. Chegando na delegacia, bela, toda decorada com peixes e limões, encontrei os meus dois médicos, que estavam algemados dentro de uma cela. Eu ri durante quarenta minutos e depois que as cãibras no estômago passaram, pude dizer ao delegado:

-O fixo total... temo que sim... abstinência de tudo... como regra, entende?

Bem, isso já faz um mês. Saio amanhã da clinica de recuperação e parece que meu sócio entendeu tudo e vai me dar uma chance, mas a conta do restaurante vou ter que pagar sozinho. Eu também o desculpei pela crise de ciúmes que ele teve. Bem, amanhã reencontro minha mulher. Minha mulher... foi tudo idéia sua. Minha mulher que me meteu nessa. Acabo de ter uma idéia. Uma idéia simples, mas eficaz. Já sei o que fazer com as pastilhas que sobraram.

segunda-feira, novembro 14, 2005

Diabetes

Hoje é o dia mundial do diabetes. Uma doença que muita gente tem sem saber que tem. É invisível. Por falar nisso, eu nunca fiz um teste pra saber se tenho a coisa. Muita gente está postando hoje falando a respeito do assunto. Mesmo sem ter lido antes, posso recomendar sem medo de errar dois blogs que estão tratamento do tema: o da Lucia Malla que é bióloga e tratará sem duvida do ponto de vista científico e da Roberta Febran que vive em primeira pessoa o problema e sabe tudo sobre a matéria.

A idéia de açúcar no sangue sempre me agradou, não sei porque. Me dá a idéia de algo que qualquer criança gosta. Eu gosto. Tem gente que tem jeito de feijão e arroz, outros nos passam a impressão da carne assada, outros ainda são bem um prato de macarrão. Penso que os diabéticos sejam gente sobremesa, com tudo muito açucarado por dentro. Eu sei que é uma doença e que é grave e que pode mesmo matar, mas essa historia do açúcar tem seu charme. Bem, charme ou não, vou fazer meu exame. No caso de me descobrir homem sobremesa, vou ter que me cuidar pra não ter o mesmo fim das sobras de bolo no final da festa.

quinta-feira, novembro 10, 2005

Klimt erótico

Em Pavia, desde 24 de setembro, até o dia 4 de dezembro, na Sala del Rivellino do Castelo Visconteo, uma mostra de desenhos eróticos de Gustav Klimt, o famoso artista austríaco. Os desenhos são sem sombra de dúvidas muito bonitos e sugestivos, retratando somente mulheres em poses de predisposição sexual. Traços simples, econômicos mas de enorme expressividade. Ao todo são 50 desenhos e isso me fez pensar que o mundo das artes está cada vez mais mercantilizado. O ingresso custa 7 euros e isso te dá o direito de ver estes 50 desenhos que foram claramente produzidos sem a mínima intenção de serem exibidos ao público. Os quadros de Klimt, muitos hão de conhecer, ficaram sempre em uma zona intermediária entre o figurativismo e o expressionismo. Suas figuras humanas muito bem desenhadas, estão sempre envolvidas por elementos decorativos expressivos e seja do ponto de vista formal que cromático, esta decoração dá sentido às figuras e as suporta em um modo muito concreto.











Já os desenhos, que flutuam no espaço, fazem parte de uma história abstrata que habitava e povoava a cabeça do artista no que tinha de mais íntimo. Ao mesmo tempo que estão totalmente dispostas para uma trepada, estas mulheres tem uma dignidade absoluta e parecem controlar toda a situação. São desenhos feitos para si mesmo e no máximo para mostrar aos amigos. Mas hoje, uns mais de cem anos depois, tem gente ganhando um bom dinheiro com isso. Que mundo besta.











Quando eu morrer, vou queimar tudo o que produzi. Não quero ser comentado e divulgado por um blog qualquer, que traça porcas linhas a respeito de uma exposição de meus desenhos particulares e ainda os mostra. Mas se assim não fosse, se não fosse a exposição, a beleza destes desenhos de Klimt ficaria perdida. O conforto íntimo que o artista sentiu ao retratar suas mulheres, hoje é compartilhado com o mundo. O mundo precisa de beleza, acho que está tudo certo. Vou já queimar meus desenhos.

Pesquisa

Tiagòn é um sujeito muito esquisito, mas de vez em quando, como o coelhinho da cartola do mágico, salta fora com umas iniciativas pra lá de legais. Essa de agora é uma pesquisa para se começar a traçar um perfil do consumidor e/ou produtor de blogs. Voce não ganha nada se participar, mas quantas coisas voce faz sem ganhar nada? Ao menos não custa.

domingo, novembro 06, 2005

Questões de estilo

A carta dele começava mais ou menos assim:

“Estima, consideração e apreço são sentimentos nobres que me invadem a alma, porém são palavras pobres para exprimir tanto amor, tamanha paixão que tenho por você”

Achei muito formal, muito “manual de como escrever cartas”. Bem, era a primeira carta que ele mandava pra mim desde que eu fui transferida aqui para o interior. Achava que com o tempo as coisas iam melhorar. Respondi-lhe no dia seguinte e toquei de leve no assunto. Disse que poderia se soltar mais, escrever como se estivesse conversando comigo. Duas semanas depois recebí outra carta. Havia melhorado um pouco:

“Sem você por perto é como estar vivendo em um cemitério. Tudo está sem vida, sem graça. Fico horas e horas parado na calçada do colégio onde você lecionava, recordando nossos bons momentos juntos”.

Ainda estava um pouco formal, mas é claro, a gente tem que dar um desconto, pois ele foi educado num esquema muito rígido, colégio de padres e agora é funcionário do Ministério do Trabalho. Escrevi-lhe que me orgulhava do seu esforço e que havia achado muito melhor o seu estilo. Claro, a gente tem que elogiar para a pessoa se sentir segura e prosseguir. Disse também que ele poderia dispensar as analogias , as metáforas, as alegorias e as hipérboles, pois eu sabia o quanto ele me amava e não precisava tudo aquilo. Dei nota 6 pra ele.

A carta seguinte chegou logo e já revelava um enorme passo adiantre no que se refere à limpeza do texto:

“Sabe quem eu encontrei ontem em frente ao colégio? A Nice, a professora, sua ex-colega. Me fez lembrar de você....”

Escrevi na mesma hora. Bravos! Estamos progredindo muito bem. Direto ao assunto, sem frescuras, sem salamaleque. Só uma coisa me incomodou um pouco. As reticências. Ficou meio ridículo. Uma tanto inacabado, meio bobinho. Mas , de resto, nota 8.

Não deu uma semana e veio a carta nota 10:

“Acabou. Tô com a Nice. Tchau”.

sexta-feira, novembro 04, 2005

Ninguém merece o tempo



















O tempo, essa implacável e infinitamente perversa entidade que nos atormenta. Que susto quando nos damos conta de que ele passa e nunca para, nem pra uma mijadinha. Quem sabe quem é a senhora da foto, há de me dar razão.

quarta-feira, novembro 02, 2005

Voltando pra casa

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