quarta-feira, agosto 31, 2005

Entrando em uma nova rotina?

A noite passada foi horrorosa.
Só dormi.

terça-feira, agosto 30, 2005

Progetto


Uma nova cozinha para o casal Mariani. O resultado é de um certo equilibrio mas me satisfaria mais se fosse um pouco mais íntima e pessoal. Para um casal sem história e metido a besta está bom demais.

Saindo da rotina

A noite passada foi maravilhosa.
Só dormi.

sábado, agosto 27, 2005

Bandeiras

As bandeiras estavam hoje enfeitando todas entradas de casas naquela rua. Com quantos sorrisos meu olhar triste esbarrou ? Com alguns chegou a estremecer na pancada. Fui sendo golpeado e dentro de minutos estava eu lá contagiado e ajudando a todos nos preparativos. Aos poucos me enchi de entusiasmo e a dor na barriga parece até que diminuíra um pouco. Os movimentos estavam melhores e a respiração era a mesma de dezoito anos atrás. Aquele cansaço se foi e pus-me a alegremente tirar todas as fitas das caixas e levá-las às mulheres que as torciam e colavam. A rua parecia algo de imaginado por um louco feliz. Tudo era colorido e todos gastavam suas calorias nas mais animadas confusões de felicidade coletiva. Eu estava, podia-se dizer, feliz. Eu. Até que a menina me olhou e disse de forma muito amiga que não me conhecia e que julgava pouco conveniente que eu continuasse ali pois pelas evidências de minha pele eu logo seria convidado a sumir dali e como me viram muito animado ajudando as pessoas, todos se perguntaram quem era eu e todos estavam incomodados com minha presença já que não só a menina, mas ninguém me conhecia e...bem, segui meu caminho.

quarta-feira, agosto 24, 2005

Novas conclusões

Quatro motivos fazem uma diferença tremenda quando a questão são motivos e contamos um ou outro dentro das condições de contagem de motivos e quando nos parece que temos inúmeros, mas a fria observação nos mostra que as coisas em geral são mais complicadas do que parecem e a nossa racionalidade não está em conexão direta com a verdade dos fatos e nem mesmo com a natureza das coisas, de forma que o olhar dos motivos e razões fica nublado pela própria razão que sombreia a verdade com verdadeiras cortinas em espiral ascendente tendendo ao infinito e que não podem ser explicadas de maneira nenhuma pela linguagem humana, limitada pela razão que é o próprio limite do pensamento.

Quatro razões são quase um número último para a contagem de puras e verdadeiras razões, pois os motivos que unem as razões já não se afiguram como tais pela própria transcendência das capacidades que seriam necessárias para arranhar o primeiro esboço de que seria a mais pálida idéia da primeira razão suficiente e necessária, que dirá as próximas, tão sobremaneira incompreensíveis que nos exige esforço que demandaria tempo maior do que a maior expectativa de vida de um ser humano, sendo portanto absolutamente impossível a analise qualquer que seja, sobre qualquer coisa em qualquer tempo e em qualquer lugar.

Qualquer coisa, ligue para mim que eu explico melhor.

terça-feira, agosto 23, 2005

Natureza viva

domingo, agosto 21, 2005

Meditando

Tenho dedicado minha vida à investigação. Investigação da alma humana. Ingrata tarefa à qual já me acostumei. Talvez seja porque desde criança fui muito introspectivo, quieto, observador das coisas e das pessoas. Desde bem cedo me acostumei a tirar minhas próprias conclusões através de um juízo de valor desenvolvido por mim mesmo. Igualmente desenvolvi autonomamente um extraordinário senso critico que me resguarda, isentando-me de paixões e facções que possam me obnubilar o tirocínio. Aprendi a usar a razão e a inteligência e as uso. Sinto que tenho uma percepção aguçada e uma lucidez incrível que me colocam num patamar alcançado por poucos, mesmo sendo eu um autodidata. Fiz-me sozinho e me basto. Há mais de quarenta anos venho lúcida e inteligentemente tabulando meus dados, cruzando informações, pesquisando, percebendo, concluindo. Tanto fiz que após quarenta anos de trabalho árduo e exaustivo, chego a uma única conclusão: A vida não serve para nada! Isso concluo em função da...

- Larga a mão de ser pessimista homem! Gritou minha mulher lá da cozinha.

Acho que ela tem razão. Merda. O pior é que vou ter que começar tudo de novo. Bem, no início era o caos...

quinta-feira, agosto 18, 2005

A curva

Era já uma semana que eu ouvia um ronco forte de um motor de moto, debaixo de minha janela mas não sabia de quem fosse. Pois hoje acabo de retornar do funeral de meu vizinho Renzo. Era dele a moto, comprada há exatos dez dias. Uma moto versão de estrada de um modelo de corrida, igualzinha à que usa Alex Barros, de edição limitada. Um monstro de potência. Talvez Renzo não tenha sabido dominar essa potência, ou talvez tenha sido traido pela falta de reflexos que os seus 57 anos inevitavelmente portavam. O fato é existe aquela curva na estrada e mesmo que em subida, a moto de Renzo deixou uma marca de freada de 50 metros antes de terminar contra um muro de pedra. Não saberia calcular em que velocidade viajava, mas seguramente era tanta. A moto era seu brinquedo desde muito tempo e a parte os últimos segundos, penso que tenha morrido fazendo algo muito prazeroso. Mas mesmo assim, parece que não é justo. Parece que não merecemos acabar, ainda que saibamos que é inevitável. Porque eu vi a dor no rosto da mãe do morto e não me pareceu mesmo justo. Olhei nos olhos da sua mulher e dos filhos e não deu para entender nem aceitar. Me coloquei no lugar de cada um desses personagens, inclusive naquele dentro da caixa e não me pareceu justo mesmo. Mas desde quando a vida foi justa, ou equilibrada, ou coerente? Só pude pensar que nada é mais importante que estar vivo e estar com quem se ama. Quantas asneiras serei obrigado a assistir ou ler ainda, obra de gente que não entendeu nada disso e talvez nunca venha a saber. Quanta energia se gasta com as coisas mais banais e fúteis desse mundo e que são tratadas como fundamentais ou importantíssimas. Quantos fazem pose de leão enquanto sei que são cordeiros. Pensava nisso quando ao final da cerimônia, a filha mais velha, a que tinha casamento marcado para daqui a um mês, fez uma ultima homenagem ao pai, lendo um texto. O que me marcou foi que dizia que nos últimos tempos, seu pai deu para escrever frases e queria quem sabe escrever um livro de máximas. Uma delas, a que a filha leu, dizia: “Se quisermos mesmo estar unidos, devemos aprender a dividir tudo”. Depois disso a filha chorou e na verdade, acho que todos ali também. Uma moto, uma curva, levaram esse homem que tinha ainda planos, talvez já pensando na aposentadoria que viria daqui a alguns meses. Não pude deixar de pensar que um dia estarei também eu ali deitado e algo me disse que hoje devo viver essa dor, esperando que o sol volte de novo amanhã. Horas depois reencontro a agora viuva aqui no condomínio e nos abraçamos de novo. Ela ia acompanhar o corpo até o crematório. Eu não sabia o que dizer e ela indicando meus filhos me disse: Se quisermos mesmo estar unidos, devemos aprender a dividir tudo. Basta por hoje.

segunda-feira, agosto 15, 2005

Primeiro grande encontro de blogueiros na Itália

Aconteceu hoje o primeiro grande encontro de blogueiros na Itália. Foi um enorme encontro onde foram convidados mais de 48,7 blogueiros. Tudo foi enorme no evento, inclusive o fiasco, já que não apareceu ninguém. Somente a anta que vos escreve esteve presente e pôde assim entabular um divertido colóquio consigo mesmo.














A festa foi uma merda tão completa que para combinar as coisas, pedimos um copo de mijo ao garçon.













Em um programa de índio dessa entidade não poderia faltar a música ao vivo. Esse encontro vai entrar na história da blogosfera.

quarta-feira, agosto 10, 2005

Não mude de canal, voltamos já já


Fazemos agora uma pausa nas transmissões. Visitante amigo, estaremos de volta da forma jovial, eclética e dinâmica que sempre nos caracterizou em todos estes anos de blog, dentro de precisamente três ou quatro dias para não dizer cinco. Até lá amigos. Vou ver um filme na TV.

sábado, agosto 06, 2005

Fazendo um balanço da situação

As coisas vão como deus manda e permite e vai tudo bem graças a ele e a nós também. À parte aquilo que não vai bem é claro. Vamos levando a vida assim cheia de clichês e frases de efeito que é para amenizar a dor. Muito calor, pouco trabalho, mas são férias, não poderia ter mesmo trabalho, mas o trabalho é pouco mesmo fora das férias de modos que nas férias parece que não tem nada pra fazer. Talvez ouvir de novo Lilly. Já fiz os Pink Martini tocarem vinte vezes hoje, mas vamos ouvir de novo. Porque o ouvido ainda funciona. Ao menos isso. Me lembro que devo consertar a tampa do reservatório da gasolina do carro. Me lembro também que já substituí a tampa mas quero consertar a velha para quando quebrar a nova. Olho para ela e deixo para amanhã. Penso que minha filha está virando mulher e já usa sutiã e absorvente. Vou para o espelho e noto mais três cabelos brancos.

Lilly comes when you stop to call her
Lilly runs when you look away
Lilly leaves kisses on your collar
Lilly, Lilly, Lilly, Lilly, stay!

Abro o jornal, fecho o jornal. Ligo a tv. O rádio também. Me sento no sofá e toco algo no teclado enquanto ouço as notícias. Os meninos estão muito barulhentos hoje e os mando ficarem quietos. Desligo tudo e abro o jornal. Leio uma notícia que se refere à Cristina, a garota que corta meus cabelos. Ela anuncia que não se matou como andavam dizendo por aí e ao invés disso goza de ótima saúde. Puxa vida. Anteontem mesmo eu liguei pra marcar um horário e ninguém atendeu. Juro que pensei que tinha morrido. Boato é algo que faz mal mesmo. Como dizia Bogart em “Deadline Usa”:” That’s the power of the press, baby, the power of the press. And there’s nothing you can do about it”.

Internet. Acompanho o desenrolar dos episódios de denúncia de corrupção atribuidos a membros e não membros do governo brasileiro com pouca alegria. O que me chama atenção porém é o destaque que se dá aos atores desse teatro e pouco ou quase nenhum à trama e ao plot dramático do entrecho. Casos de corrupção no Brasil não são novidades. Nossa história parece ter sido fundada na exploração do que é público por parte de poucos privados. Em geral, o lucro é privado e o ônus é publico e quase que exclusivamente a cargo dos mais desafortunados. Aí reside meu espanto. Anos e anos de história de saques, derramas, fraudes, maracutaias, superfaturamentos e tudo o que mais se possa imaginar na matéria, não foram ainda capazes de fazer a gente que paga essa conta se indignar e efetivamente conter a sangria. Vejo as matérias de jornais com títulos “fulano fez isso” “beltrano fez aquilo”. Não vi ainda nenhum que dissesse “ porque nós permitimos isso ainda?” ou “ como é que nós não acordamos em tempo?” ou ainda “ quantas vezes nós ainda vamos permitir isso?”.

Lilly comes when you stop to call her
Lilly runs when you look away
Lilly leaves kisses on your collar
Lilly, Lilly, Lilly, Lilly, stay!

Sim, mas a culpa é sempre dos outros. Isso conforta e nos isenta de pesos na conciência. Lembro que eu preciso de conforto. Boto uma almofada na cadeira e me parece já melhor. O peso não só de minha conciência estava forçando a bunda. Olho para o lado e ouço o Enio, meu vizinho, gritando: Doente! Doente! Não jogue sua loucura pra cima de mim! Pensei imediatamente que estivesse me chamando e fui à janela, mas não. Ele estava falando com o seu vizinho de cima, um que è anti-social e tem uma mulher horrível. Não saquei qual era o motivo da briga e vim pra dentro. Logo depois ouço de novo o Enio e volto à janela, isso está movimentado hoje. Era ele explicando aos policiais que já são anos e anos que caem coisas nojentas em cima das suas roupas no varal. Os policiais tomam nota de algo e vão embora. A vida em comunidade está cada dia mais difícil. Minha barriga dói um pouco e eu já sei o que é. Olho para o outro lado e vejo que o outro vizinho do lado está serrando os galhos da figueira, mas só aqueles que chegam até nosso condomínio. Me disseram outro dia que ele faz isso porque o Enio vai lá comer figos e ele odeia o Enio. Decididamente, hoje não é o dia do Enio.

Lilly comes when you stop to call her
Lilly runs when you look away
Lilly leaves kisses on your collar
Lilly, Lilly, Lilly, Lilly, stay!

Vou parar de ouvir essa música antes que alguém chame a polícia também. Tento entender o caso dos bancos italianos e diante da nova crise, Berlusconi se esconde da mídia e aproveita para implantar novos cabelos. Volto ao espelho e arranco os três fios brancos. Enquanto isso, um ministro italiano, querendo fazer bonito aos dois patrões, declarou que a Itália está mais para Texas que para Massachussetts. Alguns analistas internacionais pensaram que ele estivesse querendo dizer que Italia vai de mal a pior mas não, ele disse isso como algo realmente fantástico. Uau, que fantástico. Esse cara é ministro e eu, de férias, tenho que ler isso. Ah, pouco trabalho. Sou workaholic e estas férias já duram dois dias e eu estou ansioso. Vou inventar um cliente que me dê um projeto a fazer. Quem sabe este cliente me permita algo que outros mais babacas não conseguem entender. No fundo o babaca sou eu que ainda não lancei meu estilo ao mundo. Nem no blog tem meus projetos. Nem eu mesmo me levo a sério, não seriam outros que o deveriam fazer. Sim, deveriam fazer sim. Todos devem me levar a sério e me reverenciar. Ai, o que estou dizendo? Acho que todo o figo que comi está pesando, a barriga ronca. Ligo à Cristina e ninguém atende. Será?

terça-feira, agosto 02, 2005

E' Lama

Há mais ou menos quatro anos eu estava em uma rua do centro de Trento. Havia apenas estacionado o carro e me dirigia meio distraído para meu compromisso andando em passo lento já que havia ainda alguns minutos. Quando viro a esquina de via Alfieri que vai dar em via Roma, vejo um bando de hooligans estranhos com roupas vermelho/amarelas. Pensei que fosse uma torcida de algum desses times de futebol e segui com a cabeça meio baixa para não me comprometer cruzando olhares com esses seres esquisitos mas também sem querer demonstrar minha indiferença a qualquer coisa que se refira a futebol. Mas quando estava a 10 metros dessa turma de uns onze, doze carecas, pude perceber melhor se tratar do Dalai Lama e sua troupe. Ele passou por mim mas não tinha aquele sorrisinho legal de sempre. Me lembrei que por aqueles dias ele estaria mesmo na cidade e depois me arrependi de não ter ido bater um papo com ele. Pensando melhor ainda, acho que os outros dez carecas iriam me encher de porrada se eu me dirigisse a ele, mas isso não tenho certeza, mas que era uma segurança meio disfarçada, isso era.

Pois o homem voltou ontem à Trento, vai ver que gostou do clima e da comida. Fez à tarde uma conferência concorridíssima. Reclamou do calor e disse que queria ter ficado no hotel que tem ar condicionado, se coçava a todo instante e assoou o nariz na frente do microfone gerando um rumor enorme. Mas fez tudo isso com graça e com um sorriso maroto que era desarmante. Grande figura esse Dalai, muito bem humorado. Quando recebeu chocolatinhos de presente, se levantou e os distribuiu aos circunstantes. Fez estes gestos com naturalidade, como se estivesse na sala de casa sua e não em um palco diante de duas mil pessoas, entre as quais as mais altas autoridades da região. Deve ser muito legal ser uma santidade e fazer o que der na telha.

As ditas autoridades, a começar do presidente da província que curiosamente se chama Dellai, em um quase parentesco fonético com o homenageado, salientaram a total solidariedade para com o povo tibetano em confronto à politica imperialista e intervencionista chinesa. Não só isso, ofereceram também apoio político, técnico e material aos tibetanos no exílio, para que se organizem e resistam na luta. Ofereceram além disso e principalmente a história dessa região, também desde sempre motivo de conflitos e disputas. Hoje, o Trentino vive sob um status de província autônoma, exatamente porque ao fim da primeira guerra foi esse o mecanismo político-institucional possível em um território castigado e com tantos proprietários em potencial. Este pedaço do planeta aqui já foi do império romano, depois passou em mãos dos bárbaros vários, uma parte foi da Repubblica de Venezia, depois passou ao poder da igreja católica com seus príncipes-bispos, depois à Napoleão que deixou sua marca, em seguida ao império Austro-húngaro e depois somente em 1918, à Italia. A grande resistência durante todos estes períodos foi feita com o software, ou seja, a cultura, nas manifestações coletivas de integração e reconhecimento e que forjaram um povo à prova de conquistadores. Ou quase, já que hoje a conquista se faz também com o software e tudo é meio uma salada. Bem, este é já um outro assunto. Porém uma prova da possibilidade de convivência e integração, veio já no inicio do incontro com a saudação ao homenageado em três linguas, o que provocou um comentário da parte do Lama: Fui saudado em três linguas, entendo que sendo assim, neste lugar as coisas aconteçam muito lentamente. Foi o primeiro grande aplauso da platéia.

Parece que o Dalai Lama se interessou muito nesse estatuto de província autônoma e esta, segundo ele, seria uma boa saída para o Tibet. No início ele falou muito de filosofia e religião e salientou que nós ocidentais buscamos e muitas vezes conquistamos muitos bens materiais mas no fundo somos infelizes pois nossa busca se limita a isso. Não fazemos uma conquista interior que nos permita ser o que somos e com isso alcançar um estado de felicidade. Disse que o amor é ou deveria ser a base de todas as relações. Se algo nos agrada, amamos esse algo, mas se algo nos traz desconforto, tendemos a odiar isso e este é um erro, segundo o carequinha. Devemos amar a possibilidade de transformar a má situação em boa situação e seguir sempre em modo positivo. Disse isso e muito mais durante uma hora para somente nos últimos cinco minutos falar de política e dizer, muito coerentemente, que torce pela China. Quer que a China cumpra seu destino como império e potência econômica. Mas para que seja completa a glória Chinesa, ela deve fazer o gesto forte e demonstrar que é um país maduro e que busca a paz, liberando o Tibet. Ou seja, se a China quer ser a potência que se prefigura, deve querer também o respeito e o consenso das nações. O Tibet autônomo é a sua melhor chance de conquistar tudo isso.

O seu chamado mais enfático era sobre algo que parece a cada dia rarear: ética. A ética nas relações deve buscar uma ligação entre seres humanos, sem hegemonias ou busca de poder. A ética pressupõe responsabilidade e esta é mesmo mercadoria em falta no mercado.

O lider budista, chamado “Oceano de sabedoria” deixou o quentíssimo auditório Santa Chiara, sob uma chuva de aplausos. Uma standing ovation. Apesar de seu discurso incluir a noção que a renúncia ao dinheiro é uma das chaves para a felicidade, a província de Trento destinou trezentos mil euros para ajuda ao Tibet em 2006. Claro que o “Oceano” disse também que a riqueza bem distribuída não chega a ser um problema. Além disso trezentinhos são bem pouca coisa para se falar em riqueza mas é sempre uma ajuda e demonstra o quanto a região se interessa pelo problema. No final disse que o egoísmo e a ganância é que fazem a vida na terra um inferno para muitos. Ao contrário, o altruismo transforma a raiva em harmonia, a violência em não-violência, a guerra em paz. Comecei a gostar desse cara.

Meu relato è todo feito com minhas palavras e citações à memória, não sou jornalista e se percebe. Quis apenas dar uma idéia do que se passou ontem por aqui. Foi muito interessante. Da próxima vez que eu cruzar com o Dalai Lama pela rua, vou falar com ele. No mínimo um chocolatinho acho que ganho dele.

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