quarta-feira, setembro 07, 2005

Hoje é feriado mas eu trabalho


Hoje, sete de setembro acontece algo especial. Os participantes da lista de discussão chamada blog-left fazem uma postagem conjunta sobre um mesmo tema: o Brasil.

Há alguns meses atrás fui convidado a participar dessa lista que reúne blogueiros progressistas, assim definidos pelos organizadores da mesma. Um movimento rizomático, alguém sugeriu, achei chique ainda que meio cenoura. Depois de meses esta é a primeira manifestação organizada do grupo e consiste nessa blogagem conjunta. Mas o que falar do Brasil? Para eu que estou longe e um tanto afastado dos problemas mais imediatos é difícil encontrar um gancho que me faça deslanchar o texto. O que falar já que praticamente não acompanho o dia a dia, não vivo as pequenas coisas que constituem um fractal, aquela pequena parte que revela o todo? O que me ocorre no momento é que não tem nada com mais cara de Brasil que a própria lista blog-left. Mesmo assim vou escrevendo o que me vem à mente sem muito projeto ou objetivo.

O que é a lista blog-left? Eu não sei, assim como não consegui desvendar o Brasil apesar de viver lá por 40 anos. Assim como eu, meu texto e o Brasil, a lista não tem projeto nem objetivos, é constituída por um monte de gente adorável e boa e que corre meio sem rumo, meio como Deus manda e quer e que tem em comum o fato de ter um blog.

Acho que isso é típico, faz parte de nossa característica como povo. Tudo tem prós e contras. Se de uma parte nos permite uma criatividade, flexibilidade e rapidez nas respostas, por outro não conseguimos lutar cooperativamente. Pra chegar a um consenso é um trabalho tremendo. É o famoso cada um pra si e salve-se quem puder. Isso tem raízes na nossa historia. (faço um parentesis auto crítico: será que eu acredito que usando uma linguagem meio didática os outros vão pensar que eu sou um entendido no assunto? Eu sempre fui mal de historia santo deus. Eu deveria ter vergonha. Fecha parentesis)

Como povo, somos constituídos das mais diferentes etnias e origens. Somos um fractal do mundo. Se o mundo fosse uma fazenda e cada país um galinheiro, no nosso teria não só todos os tipos de galos e galinhas, mas teria também pombos, papagaios, pavões, enfim todo o tipo de ave que mãe natureza soube produzir. De um lado, o que constitui uma inegável riqueza, por outro, dificulta o entendimento e a obtenção de resultados práticos. Enquanto todos estão cococò-cococò, entrando em sintonia, nós estamos tentando ainda saber que língua falar já que o papagaio não para de atrapalhar e os pavões ficam dançando com aquele rabão bem na hora que a pomba coitada, resolveu falar com sua vozinha miúda. Bem, chega de metáforas zoológicas, voltemos ao Brasil e nossa lista. Penso que a falta de projeto e a pequena consciência coletiva são frutos de nossa cultura, que, a encarar estritamente, é uma não cultura, isso porque a própria definição do termo pressupõe aquilo que é a obra humana que é comum a uma comunidade. Cultura não é só saber citar os filósofos - pavão, sai pra lá - nem demonstrações de erudição – papagaio, dá um tempo. Cultura é a língua, a culinária, a musica, as festas populares, o folclore, o jeito de receber a visita, o modo como nos olhamos, como nos relacionamos, enfim, a cultura é aquilo que nos faz iguais, não o que nos diferencia. Aqui de novo, se por um lado a nossa riqueza imensa nos faz orgulhosos e podemos até exportar produtos culturais, contraditóriamente estes mesmos produtos ainda não são capazes de nos fazer uma nação. Nós temos inúmeras culturas regionais e estamos ainda colando as peças do mosaico. Mosaico este que talvez seja o maior e mais original jamais feito, por isso a dificuldade. O vatapá tem que entrar no cardápio, ao menos nos restaurantes, ao menos no inverno. Cada brasileiro deveria saber o que é o boi de mamão assim como se sabe o que é country e funk. Aliás o que ocorre no Rio de Janeiro é representativo do que se produzia ontem e que deu espaço ao que se consome hoje. (Veja como é cara de pau o brasileiro. Instigado a falar do país, começa dizendo que não entende nada do assunto mas depois de dois parágrafos já está dizendo o que fazer pra consertar tudo. Depois dessa eu deveria parar por aqui mas mesmo assim, deslavadamente, vou em frente)

Nesse sentido, o Brasil já teve mais chances. Nós já tivemos uma maior capacidade de entendimento que ao longo de nossa conturbada história recente foi se perdendo um pouco. Alguém pode dizer que são os efeitos da globalização, mas no nosso caso esta fez uma devastação talvez maior àquela que sofre a floresta amazônica. Porque a globalização não quer dizer destruição das identidades nacionais mas sim o relacionamento destas. Exemplo, culinário, como me agrada: a pizza é global, mas só os americanos acham que é um produto americano, todo o resto do mundo sabe que é italiana, ou melhor, napolitana. Ninguém precisa deixar de saber que o que consome sempre é algo italiano, até porque as coisas vão sendo incorporadas Ou seja, nós devemos participar mais e nos relacionar mais com o resto do mundo e o faremos muito melhor se formos nós mesmos. Nós temos seguramente mais a dar e vender do que receber e comprar mas estamos hoje fazendo o contrario. O lance é encontrar a cola do mosaico e a colagem do mesmo deve ser feita logo, antes que percamos peças demais. Hoje em dia o Brasil é samba, futebol e...o que mesmo? (Mais uma vez noto uma certa arrogância nas frases, mas como fui eu mesmo que escrevi o texto, poderia soar estranho observar isso e é melhor ficar quieto)

O que a lista blog-left tem a ver com tudo isso? Não sei bem, mas como disse antes, é um retrato do país. É formada por gente da melhor qualidade e capacidade, todos tem bons ideais e a melhor das intenções mas sem projeto e objetivos, discute-se a exaustão com poucos resultados. Mas a prova de que é do caos que nasce a luz, eis que hoje finalmente, depois de muita troca de idéias se partiu para a prática. Ainda uma tímida e simples postagem conjunta sobre um mesmo tema, é o que conseguimos organizar depois de quatro meses, mas já é algo mais que nada. O potencial é enorme, imenso, mas ainda acontece pouco. Tem tanto lugar no mundo que é o contrario, realiza mas cria pouco, que eu fico pensando que quando a gente conseguir engatar a marcha certa, vamos melhorar nossas vidas e isso é o que importa. Cultura portanto, penso eu, é a palavra chave. (Bravo, dá uma de gostoso mesmo, belo jogo de palavras, a galera vai achar que você é uma autoridade no assunto, idiota)

Temos que avaliar também se vale a pena vencer a dose de desorganização que nos foi legado pelas gerações passadas. Outra vez a historia nos demonstra as raízes do problema. Faço um exemplo com algo que conheço um pouco melhor que galinhas ou samba, o urbanismo. O desenho de nossas cidades em confronto com as cidades dos países colonizados pela Espanha dão um bom exemplo de como a diferença de objetivos e organização porta a resultados muito diversos. Os bons portugueses tinham como única mira o extrativismo, levar para Portugal tudo o que pudesse significar valor de troca e isso incluiu madeira, ouro, borracha etc, todo mundo sabe. O Brasil por muitos anos foi o quintal onde colher os frutos sem nunca plantar. Os espanhóis ao contrário, consideravam os territórios americanos como solo espanhol, terra para ser cultivada e gestida. Talvez isso explique em parte a fúria e o modo industrial com que os irmãos ibéricos eliminaram os povos nativos. Os portugueses não deixaram de fazer sua parte na matança mas até aí tinha uma característica aventureira muito mais que de estratégia militar e de ocupação. Pois bem, as cidades espanholas são quase todas planejadas e se percebe claramente um desenho e uma intenção. Da nossa parte, nossas cidades foram crescendo a caso, contornando morros, sem desenho, sem projeto. Se as cidades espanholas são mais funcionais, as nossas tem a surpresa, a unicidade, tem mais vida pulsando, mas também muito menos adequadas à modernidade e ao ritmo de vida atual. (Aqui eu talvez esteja sendo ambíguo e inconclusivo. Afinal é bom ou não ser organizado? Vai saber...)

Mas não é só isso da cultura e da organização. Tem também a questão social. O Brasil é constituído por castas e hoje tem uma das piores distribuições de renda do planeta. Alguns torcem o nariz quando se fala de elite, mas estes são principalmente os que fazem parte dela e não querem, é até lógico, reconhecer que participam de algo um tantinho exclusivista e fechado em um ambiente que pediria inclusão e abertura. Nesse ponto, temos uma culpa enorme. Crianças dormem pelas praças e vivem de comer lixo e cheirar cola. Isso não é normal. Não é desejável, aceitável e muito menos produtiva essa situação. No entanto o que deveria ser encarado como uma emergência igual a dos refugiados do furacão, é tratada com desprezo ou quando muito com benevolência. Claro que peguei um único exemplo para ilustrar. Temos dezenas de emergências que são negligenciadas. A saúde, moradia, transportes, a lista é imensa. O que a elite faz? Vai às compras e se diz preocupada com a própria segurança.(Ai que seriedade hoje!)

E nossa lista de blogueiros? Seríamos uma elite na elite na elite? Seríamos o clube dos poucos progressistas dos poucos que tem blog entre os poucos que tem acesso à internet entre os poucos que tem computador. Puxa vida. Porém uma lista de progressistas não poderia ser fechada, tipo um clube privè mas sim aberta e pública, assim como no Brasil os bastidores do poder de tão secretos que são, levam a situações às quais os jornais estão cheios nos últimos tempos. Transparência é o que cobramos estando em uma lista inacessível a todos e isso me inibe e me tolhe um pouco a ação. Em uma lista pública a participação é mais quente e responsável além de não dar margem a ilações e jogos de esconde. Quem está de fora pode imaginar de tudo. Pode-se pensar que se tramam quem sabe que coisas. Pode-se pensar também é claro que se discutam os grandes problemas nacionais e internacionais e isso efetivamente acontece, mas então porque justamente isso não se faz em modo acessível e participativo? Talvez alguém me diga que lista é isso mesmo e sou eu que não entendi a coisa. Quem sabe me expliquem que meu país é cheio de excluídos mas que isso é normal e sou eu que não olhei pra realidade, sou um sonhador. Mas somente penso que um terrível pensamento ultra conservador está lentamente crescendo ainda que de modo localizado mas que deve ser confrontado em modo aberto e coerente. Um belo movimento progressista, includente e participativo e com objetivos claros seria o máximo nesse momento. (Pirou de vez, como super-ego agora sim que já me dissocio desse monte de ...bom, deixa pra lá. No fim nem sei mais quem é o super-ego aqui)

Não pirei não, tanto é que expontâneamente e de modo natural, bem brasileiramente, surge o blog Nós na rede que é o resultado da reunião dos blogueiros da lista. Seria um espaço para as blogagens coletivas e seria o inicio do fórum aberto e participativo de que falava.(Vamos ver)

Para quem não tem o que dizer até que está bem grande esse texto. Ao final quero dizer que o belo do Brasil e dos brasileiros é que somos um mar de contradições. Aquilo que nos causa dor, nos faz sonhar. Aquilo que nos impede o caminho é o que usamos para andar avante. Darcy Ribeiro sonhava não com o povo mas sim com a nova civilização brasileira. A nova raça que vai fundir o gênero humano em um único e imutável padrão: o da diversidade e da tolerância. Quero ainda acreditar nisso. Longa vida ao Brasil e à nossa lista blog-left que espero, ambos, de todos.(ai, ai, ai)

29 Comments:

Blogger Lucia Malla said...

Eu gostei da comparacao. :-)

10:37 AM  
Anonymous Telma said...

'Cultura é a língua, a culinária, a musica, as festas populares, o folclore, o jeito de receber a visita...'
Como sempre postando coisas inteligentes.
Pois é, faz parte da cultura da familia Prada, o jeito de bem receber as visitas. Que o diga minha neta.
Beijos para toda família

3:29 PM  
Anonymous Telma said...

Oi Flávio
Por coincidência, a amiga de quem vc falou no comentário,é minha filha. Hahahaha
Um abraço

3:53 PM  
Blogger Luci said...

oi Flavio
Somos mesmo o país da contradição!
A música de Lenine eu tenho em mp3 - só não sei como colocar um link no blog :(. Se quiser eu envio para você.
Abraços

3:57 PM  
Anonymous pecus said...

Valei-me minha Nossa Senhora Desatadora de Nós! Flávio Prada bate o escanteio e cabeceia em gol. E ainda toma o frango. O único post que já vem com comentários.

5:04 PM  
Anonymous Ana Maria said...

Flavio, amei ter descoberto o seu blog, sabia? Textos ótimos, super bem escritos.
Agora conta pra gente aqui nos bastidores: vc escreveu esse post sóbrio? Brincadeirinha, ok? Beijos e bom feriado! :-)

5:36 PM  
Anonymous Mônica said...

Gostei demais do texto. Pra mim soou como uma pensação (reflexão é uma palavra muito chata) sobre o Brasil. Eu não faço muito isso, mas acabei embarcando ao ler seu texto.

Adorei a história do galinheiro "torre de Babel". Acho que o Brasil é mesmo uma torre de Babel. Todo mundo fica tentando se entender, só que nem sempre consegue. E o falatório? Tenta reunião que discute a marcação de novas reuniões...

Sim, tem muita coisa aqui de que eu gosto, principalmente de umas caudas de pavão lindas que muitos artistas fabricam. É, tô falando em pavão usando seu exemplo jóia em outro sentido.

Ei, gostei dos parêntesis. Têm a sua cara. Se bem que o texto todo tem também.

Gostei muito do texto, Flavio.

5:44 PM  
Anonymous Mônica said...

Ah, nos meus pavões artistas no sentido positivo, incluo muita coisa, mais do que aquelas coisas que todo mundo chama de arte, inclusive os comes e bebes. :)

5:46 PM  
Anonymous Pat said...

Gostei.

6:09 PM  
Anonymous Sandra said...

Realmente, cultura é um luxo que poucos têm acesso em nosso pobre país... O máximo de cultura que os excluídos têm são novelas (??) ou músicas de baixo nível que, com estardalhaço, dizem ser o sucesso da vez (éguinhas, cachorras e outros animais - oopss olha seu zoológico aqui!), tão medíocres que nem vale a pena serem citadas.
Mas ainda temos o problema dos considerados "elite", que alardeiam aos ventos que pagou não sei quantos mil dólares numa bolsinha ou sapatinho "básico".
Sou brasileira, com orgulho SIM, mas não sou utópica para achar que nossa terra é maravilhosa.
Precisa de trabalho, educação, investimento, confiança, e honestidade.
Ainda estamos longe de nossa "INDEPENDÊNCIA"!!!

Belo texto, mocinho..

Beijos

6:20 PM  
Anonymous Suzana Gutierrez said...

Oi Flávio
Bem vindo ao nosso primeiro ativismo blogleft. Que ele não seja mais um 'ismo' apenas.
E ainda bem que não sabemos ainda o que é o bogleft. Fico mais tranquila.
abraço,
Su

6:53 PM  
Anonymous Leila said...

Muito legal o seu post, Flavio. Só tenho um reparo a fazer: já houve outra ação coletiva da blog-left, bem no início da nossa lista, com os posts sobre o impeachment dos Garotinhos. Teve até arte do Gejfin.

Abraço,

7:29 PM  
Anonymous Juliano said...

Escreveu muito para quem nada tinha a dizer, hein? ;)

Minha visão sobre a dependência brasileira varia entre um radicalismo extremo a um ceticismo sobre importância das ações coletivas. Infelizmente estava passando pela última fase hoje. Saí um pouco daquilo que os blogs amigos estão dizendo hoje.

Flávio, tentei entrar aí no link do 'nós na rede', mas a página está vazia. Problemas no meu navegador?

Abraços!

9:24 PM  
Anonymous Roberson said...

Plagiando nosso amigo Juliano, pra quem não tinha o que dizer, disseste muito. Realço um aspecto: Brasil das contradições. A antiga Belindia do IBGE. Meu post de hoje versou sobre isso. Um outro detalhezinho que me entristece (talvez entristeça a todos). Ao nos auto-nomear de esquerda (blog-left seria isso não?) como ficamos com o primeiro governo de esquerda no Brasil ? Rapaz, como tenho sofrido com isso. Já cansei de dar explicações, justificativas, mea culpas...
Feliz dia da pátria, ainda que não tenhas ficado à toa.

2:56 AM  
Anonymous Pat said...

Off. não achei seu email por isso tô escrevendo aqui... O molho Teriake é um molho que vc compra no mercado aqui pra temperar peixe, meio japonês... Espero ter ajudado. Bjo e boa sorte.

4:00 AM  
Blogger Laura said...

flávio, vc escreveu a beça para quem não sabia o que dizer... amanhã volto para ler. só passei para dar uma olhada. Denise falou deste grupo estes dias, não conhecia. boa noite.

4:15 AM  
Blogger Laura said...

flávio, vc escreveu a beça para quem não sabia o que dizer... amanhã volto para ler. só passei para dar uma olhada. Denise falou deste grupo estes dias, não conhecia. boa noite.

4:15 AM  
Anonymous Flavia said...

Oi xará, obrigada pelo elogio - mas no fim das contas, vc não acha que tudo o que podemos falar sobre o Brasil - posiiva ou negativamente - já viurou jargão, lugar-comum? Sempre vem um e defende - aí outros discordam e atacam. Aí eu vou lá e desco o pau no Brasil, vem um e me diz que sou pessimista e que a coisa nem é tão ruim assim por lá, que violencia tem em qq lugar e blá blá blá.... cansei, hehehehe. Beijos.

9:06 AM  
Blogger Luci said...

Claro que posso, manda o teu email.
Abraços,
Luci ;)

10:09 AM  
Anonymous gugala said...

pra que comentar um blog auto-comentado? Então vou só elogiar. Nós de verdadeiro marinheiro do além mar. Parabéns

5:54 PM  
Anonymous Elenara iabel said...

Eu insisto, resisto, existo! Posso ser fora da casinha, porém, às vezes obediente. Agradeço tua orientação
Já disse lá, torno a repetir aqui: teu post é uma proposta de manifesto blogleft left mesmo.

hehehehe! sabe porque ele não me aceitava? porqeu eu não sou blogger, hehehe. falha no sistema neurologico da lelex

6:43 PM  
Blogger Daniela said...

Como eu fiz parte da blog-left e não faço mais, ficaria tolhida em emitir quaisquer considerações sobre o que ela seria. :)

O Brasil eu sei bem o que é! Só que é uma descrição que não caberia em sua caixa de comentários.

E o seu post está um primor Flávio, como o usual. :)

9:27 PM  
Anonymous christiana said...

Belíssima reflexão (auto-reflexão-crítica-a-nível-de-pessoa-grupo-etnia-enquanto-observador-distanciado-mas-nem-tanto), Flavio, ótimas analogias! (e o melhor são os parêntesis)

10:02 PM  
Anonymous Tec Lado said...

...essa perturbação da conciência que impede as elites de agir com tal...

11:47 PM  
Blogger Manoel Carlos said...

Quando estudamos o Brasil (questões técnicas, urbanísticas, científicas, etc.) parece-nos até que o Brasil da passagem do Século XIX ao Século XX era mesmo o País do Futuro, com projetos e capacidade; bem diferente do Brasil da passagem do milênio.

1:51 PM  
Blogger Claudio Costa said...

Você tocou num dos pontos mais importantes: a construção da identidade nacional, via cultura, respeitando a diversidade. (complexo demais!)

4:12 PM  
Anonymous Fernando Henrique said...

Sabe, vejo o Brasil como um caos ineficaz. Da mesma forma que a massa humana corre de um lado para o outro como o sangue em nosso corpo, o máximo que conseguimos é sobreviver. No caso de nosso corpo, ao menos o vemos nascer, viver e morrer; nós não: vivemos como em um eterno futuro do presente. O orgulho da diversidade cultural só nos trouxe um olhar de admiração - dos turistas, é claro -mas admiração não enche barriga, e continuamos assim, como um prédio todo remendado, com medo e preguiça de ser demolido e reconstruído.
Um grande achado esse Nós na Rede.
Parabéns.

6:41 PM  
Blogger nicinha said...

Oi, Flavio, passei para lhe conhecer. Sinceramente, não li toda a sua mensagem. Muito longa.
Moro no exterior, mas amo o meu Brasil e ainda acredito nele.
Se tiver tempo,passa lá no meu blog para me conhecer melhor.
Eunice

9:06 PM  
Blogger nicinha said...

Flavio,
Desculpa por invadir de certa forma o seu espaço. Mas sei que amanhã possivelmente voce estará participando de uma publicação pro descriminalisação do abôrto. Queria lhe pedir para antes de publicar a sua mensagem, visitar esta site www.aborto.com.br, ou então passa lá no meu blog. Sou contra o abôrto, porque abôrto é crime.
Abraços,
Eunice

9:31 PM  

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