O poder
Sério e altivo me alcanço ao luxo
Penso naquilo que me fez sorrir
Algumas vezes me senti um bruxo
Roubando aos fracos, fiz-me erigir
Estátua de bronze, meu próprio menir.
Sem escrúpulos a me conter a via
Pouso as armas e me faço largo
Em tortas estradas por onde sempre ia
Rasgando os moldes do letargo
Entrego-me ao gosto de por todo amargo.
Sublimes ondes de puro talvez
Paroxismos de sinuosos tormentos
Iridados de uma enorme altivez
Réus eminentes mas um tanto grudentos
Encontram versos nos meus excrementos.


11 Comments:
Livro-me de preconceitos e hipocrisia
Ao mundo meu caminho se acaba
Belas palavras, grande amigo
Mas não entendi nada!!!
Dá-lhe rapaz. Gostei muito. Beijocas
Descobriste a humanidade!?
Escremento? Excremento. Você gosta de música estrumental?
Pecus agora se vingando do pessoal que corrigia os seus typos?
Beleza, como sempre, Flávio!
excrementos? vc gosta desta expressão não é? no teu perfil tem uma coisa semelhante, não é? espanta caretas hihihi ah é nos livros preferidos. abs laura
Amigo... passou acrise ou já foi dormir????
É tudo tão estranho... Tava tudo indo muito bem, porém aqueles "Sublimes ondes de puro talvez" quase me fizeram cair da cadeira. Me avise onde estão estes ondes para eu fugir deles.
E depois, gostei do final.
Abraço.
Não sabia que poetavas! Bela surpresa!
Uai... pois eu acho que entendi. Ou melhor, entendi desse meu jeito de "entender" poesia. E isso não quer dizer só achar bonito e ficar boiando não.
Adorei, Flavio.
Salve, poeta! Que bonito.
Esses excrementos me lembraram Augusto dos Anjos...
:o)
Bom fim-de-semana. Beijos!
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